quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Travanca e a República - pessoas e factos

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ALGUNS EXCERTOS DO LIVRO  QUE  SE REFEREM A TRAVANCA
Comissões Republicanas Paroquiais
" Há notícia de que no dia 29 de Março de 1908 se organizaram nas freguesias de S. Pedro de Alva, Travanca e Paradela, as respectivas comissões ''paroquiais'' (…) Em Travanca, à Comissão passaram a pertencer, José Henriques, comerciante e proprietário, José Martins Gomes Júnior, proprietário, e António Pedro Gonçalves.
O arrolamento dos bens da Igreja
De acordo com o art.º 63.º da Lei da Separação, a Câmara nomeou ''homens bons'' do concelho para em cada paróquia procederem ao ''arrolamento'' e inventário dos bens da igreja conforme determinava o art.º 62.º da mesma lei. Assim, foram nomeados: (…) Travanca – José Martins Gomes.

José Pedro Henriques (1869-1911)

José Pedro Henriques nasceu em Travanca, no dia 5 de Janeiro de 1869.
De acordo com o Assento de Baptismo, sabe-se que era filho de José Pedro Júnior, proprietário e negociante, natural da Portela, e de Maria de Oliveira Henriques, moradores no lugar do Paço. Seria neto paterno de José Pedro Senior e de Maria Cecília e neto materno de José Henriques e Joana Maria de Oliveira.
Foi nas instalações da sua fábrica em Penacova que, em 1908, um grupo de republicanos se reuniram para constituir a primeira Comissão Republicana no concelho. Da mesma, fez parte desde a primeira hora e quando chega a notícia da Implantação da República, acompanha Rodolfo Pedro da Silva e Amândio Cabral, convidando as pessoas de Penacova para se concentrarem no Largo Alberto Leitão.

SOBRE A COMEMORAÇÃO DO 5 DE OUTUBRO
E O LANÇAMENTO DO LIVRO VER AQUI

domingo, 2 de outubro de 2011

Travanca do Mondego tem novo Pároco: Padre Manuel de Oliveira Simões

Em cerimónia integrada na Eucaristia celebrada em São Pedro de Alva, no dia 18 de Setembro, o Padre Manuel de Oliveira Simões assumiu as paróquias de São Pedro de Alva, Travanca do Mondego, São Paio do Mondego, São Martinho da Cortiça e Paradela da Cortiça.
O Padre Manuel de Oliveira Simões celebrou as  Bodas de Prata Sacerdotais no dia 27 de Março de 2011. Ao longo destes anos, esteve em várias paróquias da nossa Diocese. Em 10 de Novembro de 1985, ainda diácono em ordem ao presbiterado, é nomeado cooperador do Padre Diamantino Vieira, nas paróquias de Penela (Santa Eufémia e São Miguel), Zambujal e Podentes. Em 22 de Outubro de 1986, assumiu a paroquialidade de Rabaçal, acumulando as anteriores, e também Pombalinho em 15 de Junho de 1990. No dia 6 de Outubro de 2001 foi nomeado para as paróquias de Cernache, Antanhol, Assafarge, Almalaguês, Bendafé e Vila Seca. Até ao momento  o Padre Manuel Simões encontrava-se a exercer o seu serviço pastoral nas paróquias de Alfarelos, Brunhós, Granja do Ulmeiro e Vila Nova de Anços.

domingo, 4 de setembro de 2011

Aguieira: terra bem antiga

Quando a nossa zona pertencia à Beira Baixa (segundo a divisão administrativa da altura), já um livro de 1747 falava assim da Aguieira:
" Aldeia pequena da província da Beira Baixa, bispado de Coimbra, Arcediagado de Seia (Cea). Termo da vila de Penacova, freguesia de Santiago de Travanca de Farinha Podre. Está situada junto ao rio Mondego e tem uma ermida de N. S. da "Aguia" a que acodem algumas vezes os moradores vizinhos em romaria".

Passando do passado para o presente, aqui ficam algumas fotografias desta terra que deu o nome à Barragem da Aguieira, concluída há trinta anos:

sábado, 3 de setembro de 2011

As Águas do Mondego e o novo Reservatório de Travanca


O Subsistema de Abastecimento de Água da Ronqueira serve  as freguesias de Penacova, Friúmes, Oliveira do Mondego, Paradela, São Paio de Mondego, São Pedro de Alva e Travanca do Mondego, Lorvão, Figueira de Lorvão, Sazes do Lorvão (Município de Penacova) e as freguesias de Lavegadas, São Miguel de Poiares, Arrifana e Poiares (Santo André) (Município de Vila Nova de Poiares).
Incluiu  a construção de uma Estação Elevatória, seis Reservatórios e cerca de 41 km de condutas adutoras, e ainda a remodelação de Estações de Tratamento de Água (ETA) e Captações, já existentes, bem como de quatro Estações Elevatórias (para servir  os Reservatórios de Albarqueira, Arrifana, São Pedro Dias e Travanca do Mondego).

sábado, 27 de agosto de 2011

Rememorando: há 69 anos foi inaugurada a Casa do Povo de S. Pedro de Alva e Travanca

A inauguração, em pleno Estado Novo,
ocorreu a 12 de Setembro de 1942

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Grupo Travancense do Mondego deu espectáculo de teatro e variedades

Recorte de jornal de 2 de Junho de 1945
(o arranjo do título é do T(I)T)

Festa de N. Sra dos Remédios ensombrada por notícias tristes

Como é do conhecimento de todos, no dia 15 de Agosto faleceu a Srª Maria Alice Henriques, viúva do Sr. José Víctor, de Travanca e no dia 20 o sr. Adelino Ferreira. No dia 21  sofreu um grave acidente o Sr. José Tesqueira Fernandes, dos Covais, encontrando-se nos Cuidados Intensivos dos HUC.

domingo, 14 de agosto de 2011

Fado de Coimbra ecoou em Travanca: noite de encanto no Parque da Fonte

Ontem, sábado à noite, o Parque Padre António Veiga e Costa, recebeu mais um momento de cultura, convívio e lazer. Promovido pela Junta de Freguesia, este serão veio enriquecer o fim de semana que Travanca está a viver com as Festas de N. Srª dos Remédios. Uma noite memorável que contou com a actuação do Quinteto Maravilha (grupo de metais da Casa do Povo de Penacova) e do Grupo de Fados de Coimbra Aeminium (Associação Cultural Coimbra Menina e Moça). Sem desprimor para o Quinteto Maravilha, foi o Grupo de Fados que encantou a numerosa assistência ali presente, sendo para muitas pessoas a primeira vez que assistiram a um espectáculo de Fado-Canção de Coimbra, esse inconfundível estilo musical associado às vivências académicas coimbrãs.

Recorte de A Comarca de Arganil


A Comarca de Arganil está a publicar uma a uma as 11 pessoas penacovenses distinguidas pela Câmara de Penacova no dia do Feriado Municipal. Depois de no número anterior  apresentado o Sr. Francisco Cordeiro de S. Pedro de Alva, na edição de 5ª feira passada, este periódico refere a nossa conterrânea Palmira Gonçalves Viseu.

A foto diz respeito à homenagem da Junta de Freguesia.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nossa Senhora dos Remédios: imagens de 1958

A capela de Nossa Senhora dos Remédios em 1954. Os muros ainda eram muito rudimentares e o arco da sineta tinha o tijolo à vista, o que conferia um aspecto diferente do actual

Aspecto da passagem da procissão, entre o "Fundo do Lugar" e o "Cimo do Lugar", na zona onde hoje se localiza o Café do sr. Casimiro

UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A MAURÍCIO ALMEIDA (BRASIL), DESCENDENTE DE TRAVANQUENSES, PELA CEDÊNCIA DAS FOTOS

As Festas de N.S.ª dos Remédios de 1931, 1932 e 1933 noticiadas nos jornais do concelho

Nossa Senhora dos Remédios 2011: Maria na Vida da Igreja

   

15 de Agosto:
Assunção de Nossa Senhora

Os primeiros cristãos costumavam celebrar a memória de pessoas exemplares geralmente no dia de sua morte. A partir do século II, especialmente os mártires tinham o seu dies natalis ressaltado. Por outras palavras, era a comemoração da data do “nascimento para o céu” das pessoas boas. Assim, o dia da morte era motivo de uma veneração bem valorizada pelos crentes. Colocava-se em destaque a santidade de alguém de quem se acreditava estar na presença de Deus. Isso depois de passar por este mundo fazendo o bem a exemplo de Jesus Cristo.
No Concílio de Éfeso, em 431, a Virgem Maria foi chamada Theotókos (Mãe de Deus). Este é o mais antigo “título de Nossa Senhora” registrado na História junto a um Concílio. Gradativamente, em 15 de agosto Maria foi sendo festejada como a “Mãe de Deus”. Esta data acabou por ser considerada como o dia do “trânsito para o céu” da Mãe de Cristo. Em alguns lugares os cristãos criaram Festas Litúrgicas como a “Dormição de Maria” (Oriente) e a “Assunção da Virgem” (Ocidente).
Percebendo a devoção e a fé do povo cristão e depois de uma séria pesquisa entre os bispos, o Papa Pio XII entendeu Maria como mulher preservada da corrupção do pecado e incorrupta no sepulcro. Ela, a grande Mãe de Jesus, o seguiu em tudo do Nascimento à Cruz. Do mesmo modo como seu Filho, nosso Salvador, “vencida a morte, mereceu ser elevada em corpo e alma à suprema Glória do Céu, onde refulge como Rainha, à direita de seu Filho, Rei dos séculos imortal”. Aí está uma verdade de fé! A partir de 1º de novembro de 1950 a Igreja Católica afirmou o Dogma da Assunção, que nada mais é do que um destaque ao fato real acontecido de que Nossa Senhora, em sua integridade, subiu aos Céus depois de terminar sua peregrinação terrestre.
Nós cristãos somos a Igreja peregrina. Um dia também queremos ir para o Céu. Ao celebrarmos em agosto o mês vocacional, procuremos imitar a coragem de muitos dos primeiros cristãos, que deram sua vida por Cristo. Que nisso nos ajude a confiança na bem-aventurada Virgem Maria. Ela, toda humana como nós, procurou fazer em tudo a vontade de Deus, deixando-nos um belíssimo testemunho para que façamos o mesmo. Tal como a Ascensão de Jesus, a Assunção de Maria nos lembra a humanidade que sobe aos céus. Isto significa que encarnados na realidade cotidiana como boas testemunhas do Cristo Ressuscitado, um dia seremos elevados como Maria: Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus”(Colossenses 3,1).
Padre Fabiano Dias Pinto,  Reitor do Seminário São José, Curitiba -  Brasil
[ Texto enviado pelo estimado amigo J. Dionísio Rodrigues ]

Travanca prepara-se para, mais uma vez, festejar N. S.ª dos Remédios, no Dia da Assunção de Nossa Senhora, dia 15 de Agosto. Ponto alto de Fé, Devoção, Encontro de Famílias, Divertimento. Festa que se realiza há imensos anos. Publicaremos alguns recortes de jornais bem antigos e fotografias de há 50 anos. Esteja atento ao post seguinte.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Centro Paroquial e Jardim de Infância completam trinta e cinco anos


Apresentação (resumo histórico) feita no Dia da Freguesia 2011
em que o Centro foi distinguido pela Junta de Freguesia.

II Dia da Freguesia: momentos de confraternização e homenagem uniram mais uma vez os Travanquenses


Obs: a maioria das imagens foram amavelmente cedidas pela Junta de Freguesia e as restantes são do Travanca (In)temporal.

Pelo segundo ano consecutivo a Junta organizou o Dia da Freguesia, associado ao Padroeiro de Travanca- S. Tiago - cuja festa litúrgica se celebra a 24 de Julho. Uma louvável iniciativa que tem como objectivo congregar os travanquenses e valorizar o seu trabalho em favor da Comunidade. No ano passado foram homenageados os Presidentes da Junta pós-25 de Abril e este ano, duas instituições locais, a Associação Cultural e Recreativa e o Centro Paroquial.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hotel Rural Quinta da Conchada

Aí está! Uma iniciativa que muito orgulha Travanca. Os nossos melhores votos de bom êxito para bem dos promotores, da nossa freguesia e do nosso concelho.


Veja imagens
e saiba mais AQUI e também AQUI 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Câmara Municipal homenageou Palmira Viseu

 
A Câmara Municipal de Penacova homenageou no dia do Município / Feriado Municipal um conjunto de pessoas que em cada uma das freguesias do concelho se notabilizaram pela sua acção nos mais diversos sectores da vida económica, social e cultural. Em relação a Travanca, a Câmara Municipal em articulação com a Junta de Freguesia,  achou por bem homenagear Palmira Gonçalves Viseu. A Cerimónia decorreu no Auditório do Centro Cultural. Na nota de apresentação feita na circunstância,  foi lido o texto que mais abaixo se transcreve. Deixamos também um pequeno vídeo do momento da homenagem.  
 

"Desde 1976, ano em que o saudoso Padre António Oliveira Veiga e Costa fundou o Centro Paroquial de Bem Estar Social de Travanca do Mondego, que se mantém  ligada a esta instituição, quer como membro efectivo da Direcção, quer como como animadora voluntária e generosa de muitas outras actividades que vão  além do Jardim de Infância.
Jardim de Infância que inicia actividades em Setembro de 1976, sendo inicialmente a principal valência da instituição. No entanto, outras acções junto das crianças vinham sendo desenvolvidas, desde 1971, das quais se destacam as “Colónias Balneares” na Praia de Mira.

Mais tarde, também no contexto desta instituição,  surgem o Grupo Coral, a Escola de Música, o Rancho Folclórico e Etnográfico, o Agrupamento de Escuteiros, e tantas outras iniciativas, contando sempre com a presença, apoio e dedicação da Palmira Viseu.

Desde 2006, ano em que o Padre António Oliveira Veiga e Costa faleceu, se tem batido com todas as suas forças na defesa desta instituição, que mantém ainda hoje aberto aquele que foi o primeiro Jardim de Infância no nosso concelho e que completa neste ano de 2011 trinta e cinco anos."

Junta de Freguesia "mostrou" Travanca na ExpoAlva





quarta-feira, 13 de julho de 2011

Memórias (In)temporais...

Uma das festas realizadas no Salão Paroquial
Festa de apoio ao Jardim de Infância recém-criado realizada a 26 de Junho de 1977

domingo, 3 de julho de 2011

Marchas Populares: noite memorável em Travanca:

Travanca viveu ontem à noite mais um acontecimento que ficará na memória desta terra que dá o exemplo da união quando estão em causa projectos que têm como objectivo a promoção cultural e recreativa. São já dez anos de Marchas Populares. No final do desfile das diversas marchas que actuaram, foram projectadas em écran gigante imagens retrospectivas que recordaram momentos vividos quer em Travanca quer em actuações noutros locais. Parabéns Travanca e um sincero reconhecimento pelo óptimo trabalho desenvolvido.
Nota: pedimos desculpa pela pouca qualidade do vídeo, mas mesmo assim não quisemos deixar de publicar aqui este apontamento.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Contributos para a história de Travanca: a electrificação nos anos cinquenta

Fotografia do ano da Inauguração oficial da luz eléctrica (1958)
(na imagem, a procissão de N.S.R.)
Recorte do Notícias de Penacova
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Há tempos publicámos uma fotografia do dia da Inauguração da Luz Eléctrica em Travanca. Hoje, mais outra imagem desses tempos e  também um recorte de jornal, preciosamente guardado no Brasil e gentilmente cedido, bem como a fotografia, pelo luso-descendente Maurício Almeida, a quem agradecemos.